“Festas” já era hit em Brasília em 1983. Mas a música vinha de antes.
Eu a ouvi pela primeira vez no Festival Interno de Música do Marista. A Plebe Rude fazia um pocket-show para esquentar a plateia enquanto estudantes se preparavam para subir ao palco com suas próprias canções.
Eu não tinha essa pretensão. Fui por causa de um amigo, Geraldo, que tocaria “Tênis de bolinha”, um rock’n’roll bacana, com pegada rockabilly, de sua autoria. E também porque emprestei a ele uma guitarra Tonante, que nem era minha: era do meu irmão mais novo. Geraldo tocou sem banda.
Mas foi acompanhando os preparativos que vi a Plebe subir ao palco e tacar fogo na plateia.
A banda tocava alto, era divertida e estava muito além do meu alcance. Eu conhecia alguma coisa de new wave — B-52’s e Duran Duran, basicamente — mas gostava mesmo era de Led Zeppelin, Queen e Beatles, of course.
“Festas” era dançante, para cima, irônica e sarcástica. E a Plebe tinha uma formação que hoje muita gente esquece: Marta e Ana nos vocais, dividindo as atenções com Jander, o Ameba.
O registro que está no YouTube foi feito num ensaio. Não tem acabamento de estúdio. Tem algo melhor: a pressão daquela banda.







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